Sunday, March 30, 2008

Calling all angels

And so at the party at the Moon Sun (in Latin/Quechua) house I had this momentaneous temptation of switching one angel for another.

But then again it dawned on me that, though angels can sweep you off your feet, there's more to an infatuation than sensuous steps on a dance floor...

Saturday, March 22, 2008

Coming to my senses


Anos atrás - by the way, muuuuitos anos atrás... - li o livro O Perfume, de Patrick Süskind (sim, virou filme, mas nem me dei ao trabalho de ver porque sabia que NÃO TEM JEITO de um filme fazer o que esse livro faz quando se lê). Foi uma experiência nova em termos de leitura, pois até então descrições para mim estavam ligadas ao visual. Conforme o texto onde elas apareciam, eu via os cenários, personagens, a trama enfim. Mas com O Perfume Patrick Süskind conseguiu despertar em mim uma sensação nova, além da "visual": eu conseguia identificar cheiros.

Eu não chegava a sentir os cheiros, mas a descrição deles era tão perfeita que muitas vezes, lendo, eu dava aquele sorrisinho cúmplice do tipo "Yeah... I know what you mean...". Eu já havia sentido aquele cheiro antes, in real life, e tê-lo como integrante do cenário, quase como um personagem coadjuvante da cena, e poder reconhecê-lo, foi demais. Nunca esqueci aquele livro, pois me levou a um novo sentido através da leitura.

Ontem, então, fui lembrada de outro autor que também faz isso, só que com o GOSTO das coisas: Ernest Hemingway. Assistindo Cidade dos Anjos no Warner Channel, Nicolas Cage lê este trecho de Paris é uma festa (A Moveable Feast, no original) para Meg Ryan (e prometo não comentar nem sobre o filme nem sobre esses dois, apesar de estar ME MORDENDO para fazê-lo):

"As I ate the oysters with their strong taste of the sea...and their faint metallic taste... and I drank their cold liquid from each shell... and washed it down with the crisp taste of the wine...I lost the empty feeling...and began to be happy."

(Não é tão preciso quanto o Süskind, mas ainda assim é muito bom.)

Mais adiante, no filme, Cage pede a Meg Ryan que descreva o gosto de uma pêra (Ha! Eu conferi: tem acento, sim! Manual de redação da PUC/RS) e ela declama esta preciosidade (kuddos para o roteirista que escreveu!):

"Sweet... juicy.
Soft on your tongue.
Grainy... like sugary sand that dissolves in your mouth."

Era isso: a descrição perfeita. Eram as pêras da casa da minha avó (as mesmas que nunca mais alguém vai comer porque a praga de empresa que alugou o casarão CUT DOWN THE TREES! :S ). Eram as pêras que eu e a Sílvia (minha melhor amiga/quase irmã) colhíamos na minha casa do Laranjal (hoje já vendida, e nem sei se as pessoas mantiveram as árvores lá. Acho que não.) e jogávamos para cima da figueira centenária da esquina, onde os guris da nossa turma estavam empoleirados numa tree house que eles mesmos tinham construído. Eram as pêras que até hoje só eu compro (nem minha mãe, meu pai ou meu irmão o fazem) para sentir esse exato gosto e então, de alguma forma, transported by the senses, win over space and time, and once more live all these precious moments again.

Tuesday, March 18, 2008

Flor por flor, não vi e nem quero ver


É bem isso. Não vi ainda essa série nova que vai estrear no Warner Channel, Pushing Daisies, e nem quero ver.

Acontece que, apesar da produção visual ser bem interessante e da proposta da trama ser até um tanto unusual - o cara é capaz de reviver alguém que morreu, apenas com o pequeno "senão" de não poder nunca mais tocar na pessoa -, o ator principal (esse aí do lado) com seus prováveis 1.90 m de altura, sorriso perfeitinho e carinha de bom moço me lembra MUITO alguém que eu estou EXTREMAMENTE pissed off at. Muito. Demais pro meu gosto mesmo.

Então, por mais que eu seja uma addicted to TV series, não vai rolar. Bah, não mesmo. Pelo menos até que o tal alguém que parece o do Pushing Daisies apareça outra vez aqui em casa trazendo de novo um lindo vaso de Tiger Lilies.

Music from the heart

He plays Beethoven's Moonlight Sonata mvt. 3.

I "play" (and dance) Rachmaninoff's Piano Concerto No. 2 in C Minor mvt.3.

Another of our common languages, and with its pure magic at least MUSIC still keeps us in touch, and I can, in my unique and peculiar way, tell him that "Ich denke dass ich liebe dich, mein Schatz"...

Curtain call


It's really nice to live right next to a theater.

You can listen to all kinds of music. It's there, invading the apartment through the windows, floating around you. You can just sit (or not!), listen and dream.

There's classical music, of course, and, depending on the program, you can go ballet-ing around the rooms, re-living the curtain calls of your life.

There's rock, and you can sing along "Have you ever seen the rain..." or "Hurt so good / Come on baby, make it hurt so good / Sometimes love don't feel like it should / You make it... hurt so good" in honor of the good ol' Tulha times.

There's MPB, and then you pray that nobody has the "brilliant" idea of resuscitating Te Devoro (Djavan), be it in its original version or - even worse! - in some new pagode recording.

There's "gauchesca", and for some unknown reason you get touched by verses like "Ouve o canto gauchesco e brasileiro / Desta trerra que eu amei desde guri" or "É o meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor...".

There's jazz and Gershwin and Cole Porter and Glenn Miller for you to wonder why the hell there's no time machine to transport you to that time when people really DANCED, cheek to cheek, heart to heart, swirling around ballrooms.

There's tango, and Al Pacinos and Richard Geres and Antonios Banderas to sweep you off your feet in some passionate imaginary pas-de-deux.

It's there, music, always.

You simply open the window of the laundry room, sit in the kitchen with a glass of ice cold champagne (or wine, whatever you feel like having) in your hand, look out at the full moon in the sky and listen to the score of Fascínio - Todo Tango (which you've watched half a dozen times but never get tired of) being played, feeling as if you were in there. (picture above. Courtesy: Rebeca Recuero)

Anf if it's a play and there's no music, it doesn't matter:

You go to bed, rest your weary head on your pillow and in the end you'll have it anyway, your curtain call, your round of applause to send shivers down your spine. And then once more you'll feel like Elis Regina described in the last sentence of her last concert, Trem Azul:

Monday, March 17, 2008

Como diria Garfield...


I hate Mondays.

Hoje foi uma "daquelas".

Péssima notícia, assim, logo de cara, ao abrir o Orkut de manhã. :/

Then, à tarde, meu aluno VIP me deu bolo e "esqueceu" de avisar que não iria (traduzindo: mais de 20 minutos MOFANDO na secretaria).

E, on top of all, la crème de la crème: the angelical light that had been blessing my days lately won't do it anymore.

OK, Monday, you can go home now. I'm done for today.

Sunday, March 16, 2008

Really??? Woo-hoo!!!


Ziggy by Tom Wilson & Tom II - ©2008 Ziggy and Friends, Inc.
Courtesy of GoComics.com

Wednesday, March 12, 2008

Infatuation

Forget everything I had said before in this post. Forget all about it.

He's gone.

Sunday, March 09, 2008

Trashing it all

Wish I could do that... ;)



Ziggy by Tom Wilson & Tom II - ©2008 Ziggy and Friends, Inc.
Courtesy of GoComics.com


Monday, March 03, 2008

Sai da frente, Edu Guedes...

... porque a Ana Maria Braga eu já alcancei. ;)

Então, não dizem que o visual é tudo? Check it out...

Menu:
* Salada de triguilho, ricota, cenoura & vagem sobre alface crespa
* Decoração: tomates-cerejas (eu sei, soa horrível, eu bem que preferia tomatES-cerejA, mas o duplo plural é o que dita a senhora gramática da Língua Porutguesa... :/ ) + salsa & cebolinha verde salpicadas
* Prato quente: projeto de yakisoba (porque foi sem os legumes)

Isso é o que eu chamo de leftovers com classe... :P

PS: Edu Guedes at http://www.eduguedes.com.br/edu/index.php porque não dá pra colocar linnks no título... :S

Sunday, March 02, 2008

Qualquer semelhança...

Broom Hilda by Russell Myers - ©2008 Tribune Media Services, Inc.
Courtesy of
GoComics.com

PS: If the image is too small for you to read, click on it!

Saturday, March 01, 2008

Tem um douradinho desses aí pra mim?

Tô babando até agora. Pelas mais variadas razões imagináveis possíveis. ;)
Enjoy it (or them, whatever).


Friday, February 29, 2008

On a lighter note

Sometimes I simply LOVE Ziggy for the way he handles adversity.
Like this.



Ziggy by Tom Wilson & Tom II - ©2008 Ziggy and Friends, Inc.
Courtesy of
GoComics.com

Thursday, February 28, 2008

Sensitive I am


Calvin and Hobbes by Bill Watterson - ©2008 Universal Press Syndicate
Courtesy of GoComics.com
PS: If the image is too small for you to read, click on it!

Tuesday, February 26, 2008

Butterflying


Juro, achei que elas não existiam mais.

Fazia SÉCULOS que eu não via uma, e hoje vi. Borboleteando avoadamente no meio da rua. Dançou seu ballet doido perto dos meus pés invejosos e se foi, inconseqüente & unaware do que tinha causado: um sorriso melancolicamente esperançoso de que nem tudo nesse mundo está perdido... :)

Thursday, February 21, 2008

Somebody

I have been asked and have also asked myself many times what it is that I want in a person to be my partner, my ideal match. So far, the best answer I've found was stated in the lyrics of this song, Somebody, by Depeche Mode - not to mention that the song (meaning the music) is also great.

So, here it goes (with the obvious gender adaptations):

I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone who'll stand by my side
And give me support
And in return
He'll get my support
He will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Though my views may be wrong
They may even be perverted
He'll hear me out
And won't easily be converted
To my way of thinking
In fact he'll often disagree
But at the end of it all
He will understand me
I want somebody who cares
For me passionately
With every thought and
With every breath
Someone who'll help me see things
In a different light
All the things I detest
I will almost like
I don't want to be tied
To anyone's strings
I'm carefully trying to steer clear of
Those things
But when I'm asleep
I want somebody
Who will put their arms around me
And kiss me tenderly
Though things like this
Make me sick
In a case like this
I'll get away with it
(Ooooh...)
Yep, of course, as you must have realized, I've been and still am waiting for that...

Monday, February 18, 2008

Re-arrumações




Já tentou alguma vez uma daquelas empreitadas em que tudo já está no lugar mas ainda assim se resolve mexer na arrumação, tipo, ajeitar de outra maneira, ver se dá mais espaço, guardar algumas coisas em lugares diferentes, encaixotar ou - pior - desencaixotar? É, sabe aquelas caixas cheias de coisas que sempre que tem que mexer é o caos? (E SEMPRE tem algo que a gente precisa ver/usar/consultar em uma das m... MELECAS de caixa!) Então um dia a gente toma coragem, abre a tampa e começa a tirar tudo de dentro, disposta a arrumar um lugar bem certinho, bem organizadinho, lógico e razoável pra colocar as coisas que saem lá de dentro.

O primeiro problema é que na hora que elas começam a sair, bom, elas NÃO PARAM de sair. A multiplicação dos pães & peixes que Jota Cê pulled off depois do Sermão da Montanha é fichinha comparado com o que acontece quando a gente começa a remexer nas tais caixas. O volume cúbico inicial se eleva à milionésima potência e a gente fica pensando se não acabou de abrir um buraco negro ao inverso ou um portal para outra dimensão de onde algum leprechaun ensandecido está enviando tudo aquilo que vê pela frente, menos - óbvio - o pote de ouro que a gente precisa tanto, thank you very much.

E lá vem, coisa após coisa. Algumas bem legais, que a gente nem lembrava mais que tinha, mas que fazem um sorriso pairar nos lábios quando surgem como coelhos da cartola de um mágico. Outras, igualmente esquecidas, a gente pensa que seria melhor se tivessem ficado assim mesmo, forgotten, perdidas no fundo ou num canto da caixa: são incômodas, desajeitadas, mal-vindas. Really and definitely unwanted. Mas fazer o quê? Depois que remexeu, tem que dar um jeito naquilo.

Esse é o segundo problema: fazer O QUÊ com aquela tralha toda? Pra algumas a gente já tinha a solução antes mesmo de começar, um lugarzinho reservado, uma prateleira ou gavetinha especial. Já tinha pensado e repensado, no problem. Pra outras a gente empurra daqui, rearranja de lá e após alguns - às vezes muitos - suspiros dá-se um jeito (jogo de cintura é comigo mesmo, baby). Mas e os elefantes brancos? Os skeletons in the closet? Aqueles trecos, troços, tralhas que a gente insiste em guardar, em conservar por perto e que por um daqueles mistérios inexplicáveis do universo - cara, esse X-Files nem o Mulder resolve! - a gente NÃO CONSEGUE jogar fora? A razão e o bom-senso mandam a gente se livrar daquilo, mas o cérebro perde lugar na chain of command pra sei lá eu que orgão e acaba por nos fornecer as desculpas mais esfarrapadas possíveis - das quais a mais comum é "Ah, vá que eu queira (ou precise. Ou os dois) disso depois..." - pra manter a porcaria lá. E então ela fica. Aliás, normalmente volta pra caixa, de preferência sem muito manuseio que é pra não causar mais problema do que já causou ao sair. Volta e fica lá, esperando até a próxima arrumação, e a gente se engana, se "autoconvence a si mesma" no final de que arrumou tudo, de que tudo está, agora sim, onde deveria estar. Everything dealt with. Tudo arrumadinho.

E a gente suspira, olha feliz ao redor, sentindo como se tivesse recém começado uma vida nova só porque remexeu em tudo, trocou umas coisas de lugar - até abriu uns espaços, vejam só! - e deixou a casa com cara de nova. Mas as caixas, putz, as caixas ainda estão lá, e dentro delas as tralhas ainda esperam como Gremlins malvados por uma chance de sair e bagunçar tudo de novo. Mas até a próxima arrumação a gente está salva.

Este post surgiu de uma re-arrumação (literal) que fiz no meu apartamento, sem intenção nem pretensão alguma de ser uma metáfora, mas... de repente... ;)

Pobre de mim que invento rimas assim

Madrugada de sábado pra domingo, 2:00 AM.
Final de soundtrack FROM HELL de festa de formatura na Associação Comercial - sim, porque vamos combinar, só quem está na festa e em estado etílico já mais do que avançado pra achar tudo aquilo zuper-vera (hic!):

* Queeeeeeee tempo booooom, que não voooooooolta nunca maaaais - pra chamar a atenção, remexer o baú das memórias Laranjalísticas e deixar a pessoa pensando quem foi o INFELIZ que teve a idéia de tocar essa.

* Funk - sei lá eu qual (jura que eu conheço algum pra indentificar pela letra e/ou música qual diabos está tocando!)

* Macarena (!?!?!)

*- Carnavalito (El Humahuaqueño) - pra quem não conhece, o refrão é algo como "Llegando está el Carnavaaaaaaal, lálálá-lálá-lálálá". Em ritmo techno-andino (sim, isto É possivel....)

*- Olhar 43, do RPM - a única que salva a seqüência, cutuca as "memories" de novo (dessa vez dos tempos de ETFPel e Danceteria Avenida) e faz ficar pensando quem será o DJ que está lá am cima e escolheu ESSA aí (any chance of being...? Nah, não deve ser)

Bom, pior que isso tudo só tendo uima galera que canta junto a plenos pulmões todas as músicas como se estivesse num show do U2 ou do Queen no Maracanã - e ÓBVIO que tem.

Durma-se com um barulho desses. Literalmente.

Sunday, February 17, 2008

Stop the clocks





I was reminded of this by the re-run, on The Warner Channel on Saturday night, of Four Weddings and a Funeral. Nice movie, and the rendition of the poem is simply fantastic.


Here it goes:

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
(W. H. Auden)

OK, so now stop the world 'cause I want to get off.

Friday, February 15, 2008

Language matters

Em tempo:
Já deu pra perceber que a proposta original do Eduardo de o blog ser sempre e todo em Inglês não colou não. Eu escrevo conforme me dá vontade, na verdade como eu penso (como dizia o Augusto, meu primo, "como eu penso aqui dentro da minha cabeça"): às vezes em Português, às vezes em Inglês (às vezes até um pouco de cada!). Então, é assim que vai ser. Como der na telha. Pode ser que talvez-quem sabe-algum dia, até em Espanhol. Ou Francês. Ou Japonês. Who knows?