Sunday, June 22, 2008

Winds of change


Invernos no nosso amado Rio Grande do Sul-céu-sol-sul-terra-e-cor são sempre ventosos. Nem que seja aquele famoso ventinho cortante feito gilette conhecido entre nós como "minuano", sempre tem uma aragem soprando. Este inverno, no entanto, parece estar sendo (sorry pelo gerundismo :P ) particularmente ventoso.

Depois que nos mudamos das Três Vendas/Terras Altas pro Centro - e a mudança foi no dia do meu niver, 26 de julho, portanto um dia de invernaço dos bons - o apartamento dos meus pais não demorou a receber o codinome de O Morro dos Ventos Uivantes. Acontece que a maioria das janelas dá para o corredor de entrada da garagem, e do outro lado dele há uma casa térrea mas que, por ser antiga, é alta. e assim se forma praticamente um tubo (sabe aqueles de teste de resistência de vento que colocam um turbinão soprando e os técnicos/cientistas ficam medindo a aerodinâmica de sei-lá-o-quê? É bem essas...). O resultado é que qualquer brisa mais forte uiva feito lobo em lua cheia por ali. uma coisa de louco.

Bom, depois me mudei pro meu apartamento e peguei invernos frios pra caramba, mas nunca tinha visto nenhum tão ventoso como este. Nas últimas semanas a coisa chegou ao ponto de assustar porque, convenhamos, no 4º (na verdade 5º porque tem o hall lá embaixo) andar venta beeeeeeeeeeeem mais do que no térreo (como é o apartamento dos meus pais). Lá nas alturas o vento não só uiva, mas bufa, resfolega e se estabaca contra as paredes - e, pior, contra as janelas - como um sasquatch bêbado e com dor de dente. Sério, essas últimas semanas têm sido uma preview live de como seria o Twister 2 - Mais Forte e Mais Furioso caso fosse lançado em Hollywood no próximo outono. Um horror. Os vidros das janelas, mesmo com as venezianas fechadas, estalam feito papel celofane sendo amassado e a gente fica só esperando quando é que um deles vai fazer aquele barulho característico de espatifamento.

Mas, ventoso ou não, esse inverno não trouxe com ele winds of change. A cidade continua a mesma de sempre. Leio hoje no jornal sobre a perspectiva da construção de shopping center(s) - sim, pode sacudir a cabeça: assim como você eu também já li/ouvi isso milhõõõões de vezes - e lembro de uma conversa ontem com a minha prima enquanto tomávamos (comíamos???) um sopão delicioso em família (preprarado pela minha mãe) de que em Fortaleza (siiiiiiiiiiim. no CEARÁ, com todo aquele calorão) existem casas que são simplesmente buffets de SOPA, enquanto que aqui, com todo esse frio, não se consegue ter um lugar assim (por várias razões, inclusive falta de público freqüentador suficiente pra manter o negócio funcionando, massssssss, enfim... :/ ). Depois, falo com amig@s que estiveram no FENADOCE e o comentário geral é o mesmo, "Éééé... tá legal... mas é a mesma coisa de sempre" (em tempo: a entrada com as "aguinhas dançantes" recebeu menção e elogios).

Bem, admito que não tem muito o que mudar mesmo em termos de expositores (comércio e indústria por aqui estão quase em reverse gear), mas o que acho que leva muitos a classificarem o evento de "sempre a mesma coisa" é um certo desapontamento em relação a edições anteriores no que se refere a atrações paralelas. Já houve tempo em que os shows eram com grandes bandas, famosas a nível nacional, tipo Skank (ou será que foi o Jota Quest que veio? - não lembro direito porque estava thrilled demais com os amigos de uma banda local que fizeram o show de abertura para eles...) e outros igualmete empolgantes, a ponto de as pessoas fazerem fila pros ingressos e, conseqüentemente, pra ir à Feira em si. Hoje, porém, o máximo que se tem são boas apresentações com bons músicos locais. Nada contra eles - muito pelo contrário!!! -, mas pra quem já os conhece, já gosta e acompanha o trabalho deles, costuma prestigiá-los fielmente na noite pelotense e tudo o mais, fica aquele gostinho de "sempre a mesma coisa". Daí fica a Feira sempre na mesma, a cidade sempre na mesma e a gente, por default, igualmente na mesma.

Tá na hora desses winds que andam soprando tão forte por aqui trazerem com eles umas changes pra Pelotas - e, se der, pras nossas vidas também.

Saturday, June 14, 2008

Frase da semana

Da que passou ou da que começa, tanto faz. "Roubada" (Robs, merci beaucoup/thanks for the courtesy) do blog de uma amiga:

Your life is an occasion. Rise to it.*

Me achei!

Há! Fui "Google myself" pra ver o que aparecia e - vejam só! - estou sendo citada! :P

Check it out: http://pavablog.blogspot.com/2008/05/tolkien-e-seus-anis.html

É uma página de um blog que reúne trabalhos científicos publicados sobre O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, e a minha dissertação de Mestrado está lá. Cool!

Como diria Fox Mulder, "Isn't it nice to be suddenly so highly regarded?" ;)

Friday, June 13, 2008

Domino effect


Sabe aquelas epocas da vida em que uma coisa acontece e depois dela uma seqüência de outras coisas "desanda" a acontecer (o famoso "efeito dominó")? Pois é. Tem vezes que as pecinhas caem pra um lado e a gente entra em um redemoinho de desastres naturais (alguns não tão naturais assim...) que se fica torcendo pro fundo do poço chegar logo e a gente poder respirar - e nem ouse pensar "Putz, ESSA bateu todos os records!" porque, como diz o motto da minha antiga turma de Mestrado, "SEMPRE pode ficar pior...".

Massssssss - thank goodness! - às vezes as pecinhas caem pro OUTRO lado. Uma coisa dá certo num dia (um show do Maná, reencontrar um conhecido interessante na excursão), outra no dia seguinte (uma conversa inesperada com outra pessoa, essa muito mais conhecida e mais interessante ainda), mais uma no outro dia (uma idéia FERA pra um artigo ou trabalho a ser apresentado em algum futuro congresso), e outra no depois desse (a perspectiva de alguém que se julgava.... hummm... lost & possibly 947 km away voltar a fazer parte da sua vida), enfim, uma seqüência de eventos surpreendentes que partilham a característica de te colocarem um sorriso no rosto (ou, dependendo, quase sair dançando pela rua de tão feliz às 8:30 da noite depois de uma reunião quase surreal de tão insuportável). Essas vezes podem até não ser tão freqüentes quanto as outras (as pecinhas do dominó parecem já estar meio "tortas" ou "viciadas" pro outro lado, o da bad luck :P), mas quando acontecem a gente fica com aquele exhilarating feeling do tipo quando se desce um tobogã de parque aquático: um friozinho na barriga, uma alegria quase ao ponto de explodir, sorrisos repentinos saídos do nada na torcida mais do que fervorosa pra que as pecinhas não acabem nunca e o dominó fique dando voltas e mais voltas, fazendo desenhos cada vez mais incríveis.

Anyway, acho que todo mundo já experimentou o domino effect, ou pelo menos tem uma idéia de como é essa avalanche incontrolável de acontecimentos que vão tomar, como eu disse, uma de duas direções antagônicas e diametralmente opostas (e isso que acabo de dizer é uma redundância absurda, de fazer vergonha a qualquer lingüista, mas soou tão bonitinho que não resisti :P) a partir de uma pecinha inicial que cai. E é nesse ponto, nesse enorme ponto de interrogação suspenso por um segundo antes da tal primeira pecinha do dominó cair que reside a questão fundamental:

Who the hell dá o peteleco inicial e decide pra que lado a coisa vai???

Wednesday, June 11, 2008

Why I'm a Cookie

Tem um monte de gente perguntando sobre o "adendo" ao meu nick no MSN, o "I'm a Cookie" e sobre o post anterior meu de mesmo nome. A explicação é que virei fã in-con-di-cio-nal do cara que venceu o American Idol deste ano, David Cook. E não é só porque ele é charmoso, sensível, um gentleman e poooooooooooodre de inteligente: ele canta DEMAIS. Ele canta QUALQUER COISA, apesar do forte dele ser rock (o Randy Jackson brincou que ele poderia cantar até a lista telefônica e numa entrevista pra MTV os caras de sacanagem fizeram ele fazer isso. ELE FEZ (confira aqui) , e até isso fez bem!). E mais: ele é um baita arranjador, pois conseguiu salvar uma música da Mariah Carey, Always Be My Baby, transformando uma baladinha pop gosmenta numa música que, juro, cada vez que asssito a performance dele me arrepia do dedão do pé até a ponta do último fio de cabelo de tão sensual. Se não acreditam, chequem a versão da Mariah aqui, no YouTube, e assistam - my courtesy - a versão dele aí abaixo. Aliás, deixo vocês com duas, Always Be My Baby e o meu ponto fraco, The Music of The Night, uma das do musical The Phantom of the Opera que ele, apesar de roqueiro, cantou tão maravilhosamente numa das eliminatórias que recebeu elogios do Sir Andrew Lloyd Webber, o compositor.

E agora com licença, pois vou ficar aqui assistindo essas duas maravilhas de novo e, admito, babando no teclado. ;)

Detalhe: ele chora no final porque o irmão dele que está com câncer no cérebro (e bem sério) contrariando ordens médicas foi a Los Angeles ver ele se apresentar nesse dia e estava na platéia, daí ele ainda recebe essa baita avaliação dos juízes, well, sensível como ele é só podia se desmanchar chorando mesmo. :)

Vivir sin música

Domingo passado consegui sair do meu atual estado de total mesmerizement pelo David Cook (as músicas dele tocam DI-RE-TO em qualquer player ao meu alcance. QUE VOOOOOZ!!!) e fui no show do Maná. Não, não é "aquele" show que todo mundo conhece e, se não foi - como é o meu caso... :P -, gostaria de ter ido, o do CD acústico: é o do mais recente CD deles. É mais "rock", mais pesado, mais político. Aliás, todo o show foi extremamente político (comentários sobre como os mexicanos A-DO-RAM os brasileiros - a mais pura verdade, comprovada em pessoa por moi ;) , elogios ao Brasil pela garra com que os brasileiros vivem e sobrevivem) e politizado (letras muito preocupadas com questões sociais e ecológicas).

O local (o Pepsi On Stage) é bem legal, com bancas de comes & bebes lá dentro e tudo (pena a "facada": CINCO REAIS QUALQUER BEBIDA, até água mineral!!! :/ ), o som fantástico, telão pra quem tá atrás (como eu tava) e é baixinha (como eu sou... :P) poder enxergar o cantor sem ser como uma formiga em cima de um monitor de computador e sem ter cãibras nas panturrilhas de tanto fazer meia-ponta pra driblar os cabeções na frente.

A banda, nem precisa comentar. Sou fã deles, mas ouvir ao vivo é deliciar os ouvidos com o som límpido da performance de músicos admiráveis: eles tocam MUITO. Todos. O batera, então, se passou: fez um solo que durou, no mínimo, uns dez minutos (segundo a Lully, que foi comigo ao show, foram uns vinte e ele estava possuído: nem mãe preta dava jeito :D). Ele parecia o coelhinho da Duracell tocando enlouquecido e cada vez que a gente pensava que ele ia parar, ele começava de novo. Até de costas ele tocou - literalmente.

O vocalista - o Feeeeeeeeeeeeeeeeeeer (Lully, ele NÃO FEZ CHAPINHA! :D) - é aquilo tudo que a gente já conhece. Vozeirão, simpático, etc. Fez, claro, aquilo que já virou clichê em todo show de rock, de chamar uma menina da platéia pro palco e - thank goodness! - quando ele pediu pra ela cantar junto ela não fez feio, cantou até bem afinadinha. E, óbvio, tirou suas lasquinhas: abraçou, acariciou, até dançar dançou com ele (e deixou 3/4 da platéia babando de inveja). Não sei se foi só pra puxar o saco da platéia, mas ele disse também que aquele show foi melhor que os do Rio e São Paulo, mas até acredito que sim, pois onde mais no Brasil a platéia canta junto quase todo o show (as músicas novas ainda não "pegaram") en español ?

E aí chego no ponto: o fim do show foi, sem dúvida, o melhor. Eles cantaram TODAS as antigas, desde Corazón Espinado - e, não, o Santana não fez nenhuma aparição especial :( - até Labios Compartidos e as clássicas, as do Unplugged. Foi o delírio, meu e do todos os presentes. TODO o público cantou junto, a plenos pulmões. Em vários momentos ele parou de cantar e a galera seguiu, por vários e vários versos, sozinha, até ele retomar (todo emocionado, diga-se de passagem) a letra. Igual só vi no último show da Marisa Monte no Guarany aqui em Pelotas, quando ela fez igual (parou de cantar), o público continuou, ela foi saindo devagar do palco e todo mundo cantou até o final, num coro único. De arrepiar. E o Maná pulled that off too, conseguiu igual. Foi muito, muito emocionante.

Bom, EU perdi a voz nessa parte, de tanto que cantei, e tá aqui a foto pra provar, tremida e tudo (sim, porque vai tentar cantar, ficar na ponta dos pés e tirar uma foto com a câmera lá em cima pra ver!)


(Pra quem quer ver mais, tem outras fotos no meu Orkut)

Bom, ainda estou me recuperando dos efeitos do show (a voz já tá quase boa, o resfriado que peguei de ficar esperando no sereno da noite o ônibus da excursão chegar na frente do aeroporto (onde fica o Pepsi On Stage) pra nos buscar também já chegou ao estágio de "só fanhoso"), mas de uma coisa me dei conta ainda lá, cantando as músicas do Maná:
Yo no sé vivir sin música

Wednesday, June 04, 2008

Sword fight



Hoje na aula fizemos uma das modalidades de Tai Chi que é com espadas. Não, não eram espadas de verdade, ÓBVIO, eram de madeira, mas quebraram o galho direitinho e foi muito , MUITO legal!!!

Me senti a própria Éowyn (ver fotos acima :P) lutando, atacando e defendendo golpes, e o mais engraçado foi que era tudo super-natural pra mim, quase instintivo. Até o professor comentou que eu "peguei o jeito" muito rápido (ele perguntou se eu já tinha feito aquele tipo de luta antes). Sei lá, who knows, maybe in another life...

Anyway, agora já sabem, estão todos avisados: se me encontrarem pela rua armada com o meu guarda-chuva comprido de ponta, não mexam comigo. Estou preparada para reagir a desde facadas no bolso a punhaladas pelas costas, mas o treino principal foi pra defender e contra-atacar aquela lâmina que volta e meia vem, sem piedade, em direção ao coração (o alvo per excellence de qualquer arte marcial oriental, segundo o professor), manuseada pelos Aragorns da vida.

Saturday, May 31, 2008

Praying for time

Fazia milênios que eu não houvia essa música e quando ouvi (e re-ouvi milhõõõõõões de vezes esta semana quando toquei sem parar a final do American Idol 7) me impressionei não só com a performance emocionante (let's say que não foi só a Paula Abdul que chorou quando assistiu essa versão... :P) do George Michael - well, o GM é o GM! - mas com a letra da música. É demais, lindíssima mesmo. Uma reflexão, quase uma prece, para os tempos modernos.

Como diria o Randy Jackson, "Check it out, baby!" (as duas, letra e música)

Praying for time

(Do you think we have time? Do you think we have time?)
These are the days of the open hand
They will not be the last
Look around you now
These are the days of the beggars and the choosers
This is the year of the hungry man
Whose place is in the past
Hand in hand with ignorance
And legitimate excuses
The rich declare themselves poor
And most of us are not sure
If we have too much
But we'll take our chances
'Cause God stopped keeping score
I guess that somewhere along the way
He must have let us all out to play
Turned his back and all God's children
Crept out the back door
Chorus
//And it's hard to love,
There's so much to hate
Hanging on to hope
When there is no hope to speak of
And the wounded skies above
Say it's much too late
Well, maybe we should all be
Praying for time//
These are the days of the empty hand
Oh, you hold on to what you can
And charity is a coat you wear
Twice a year
This is the year of the guilty man
Your television takes a stand
And you find
That what was over there
Is over here
So you scream from behind your door
Say what's mine is mine and not yours
I may have too much
But I'll take my chances
'Cause God stopped keeping score
And you lying on the things they sold you
Did you cover your eyes when they told you
That He cant come back
Because He has no children
To come back for
Chorus
(Do you think we have time? Do you think we have time?)
Please, give us time

I'm a Cookie

Se o avião da tour dele passar muito baixinho perto de mim, eu agarro o trem de pouso e vou junto.



David Cook, the winner of 2008 American Idol.
Virei "Cookie". ;)

PS: E cantando essa música é covardia, né? :)

Friday, May 30, 2008

Go, Speed Racer

Não, não vou falar sobre o filme - até porque eu era fã dos desenhos animados quando era pequena, então fico meio cabreira com essas adaptações para a telona - mas o título "procede", tem sua razão de ser, sim.
Segunda-feira passada eu estava dando aula para uma turma minha, de Upper-Intermediate A. Eu A-DORO aquela galera - tá certo, tem alguns que atormentam a minha vida mas, com certeza, eles mesmos sabem quem são... ;) - e naquele dia, depois de uma atividade com um texto que era uma coluna de revista daquelas de "pergunte a (insira o nome da/o colunista de plantão aqui) e receba conselhos sobre o que fazer", havia uma pergunta: "Você já passou por uma situação semelhante?"
Bom, cada um começou então a contar histórias hilariantes relacionadas aos problemas enviados pelos leitores da tal revista. Um aluno contou que dormiu uma manhã inteira com um tum-tum retumbando na cabeça e quando finalmente acordou (ao meio-dia, óbvio :P) percebeu que era o pai dele que estivera demolindo a parede do quarto AO LADO. Outro, o seu Clóvis, EM PLENO INVERNO desligou a chave de corrente elétrica do chuveiro no meio do banho do filho porque ele não queria sair debaixo d'água, e assim por diante. Histórias daqui, histórias de lá, eu contei algumas minhas, entre elas a de uma vez em que acordei meu irmão com um banho de suco de laranja (não tenho culpa se ele deu um tapão no meu braço quando encostei o copo de suco gelado que a minha mãe tinha mandado eu levar pra ele, na cama, de manhã cedo... :P). Mas a que gerou risadas incontroláveis - inclusive minhas ao contar a história e relembrar o fato - foi uma da minha mãe dirigindo na estrada pra Santa Catarina quando íamos de férias pra praia no verão.
A lembrança do ocorrido veio em função de umas das histórias que apareciam no texto, falando sobre um marido apavorado que, cada vez que saía de carro com a mulher, quase tinha um ataque cardíaco porque ela dirigia way too dangerously. Já a minha personal anecdote foi, como já disse, sobre a minha mãe.
Certo verão fomos pra praia (Bombas/SC) em dois carros: meu pai e minha mãe em um, eu e meu irmão em outro. Foi um dos raros anos em que meu irmão passou o Ano Novo aqui conosco (ele mora em Curitiba e trabalha num órgão do estado do PR responsável pelo processamento de dados de todo o governo, então geralmente ele tem que dar plantão na virada do ano) e pra não pegarmos muito tráfego na estrada saímos de madrugada. Como meu pai cansou por ter levantado muito cedo, ali mais ou menos antes de Torres a minha mãe assumiu a direção do carro deles. Meu pai se recostou no banco e ferrou no sono. Acho que é um pouco depois, passando Torres, que tem uma "lombada eletrônica" na pista. Na verdade, trata-se de um enorme pórtico de ferro preto, um monstrengo, bem no meio da estrada. Um verdadeiro Black Gates of Mordor em plena BR101. Não há como não vê-lo, e já a partir de uma distância bem razoável.
Pois bem, íamos nós nos dois carros (meus pais na frente e eu e meu irmão atrás) e um outro carro puxando a fila. O tal carro, admito, era um tanto irritante, pois por várias vezes minha mãr tentou ultrapassá-lo e ele não deixou (deu aquela "aceleradinha básica" de tirar a paciência de qualquer motorista, ainda mais a minha mãe que tem uma certa "síndrome de Ayrton Senna" e adora um pé no fundo...). E assim eles foram por um bom pedaço, meu irmão e eu assisintdo as tentativas frustradas de ultrapassagem dela e comentando a coisa toda. Nisso, surge lá adiante, no horizonte, o tal do pórtico - ou melhor, a LOMBADA ELETRÔNICA, lembram? - e o cara da frente, ao ver, diminuiu a velocidade. Ahhhh.... foi tudo o que a minha mãe precisou...
Ela botou o pisca, sentou o pé no acelerador e foi, aproveitando pra gesticular feito um mestre-de-bateria de escola de samba ao passar na frente da comissão julgadora, mandando o cara pro quinto dos infernos seguido de, provavelmente, até a sua nonagésima geração.
Meu irmão, ao ver aquilo, se apavorou:
- Olha lááááá!!!!! Aloucavaipassaramaisdecemporhoranalombadaeletrônicaaaa!!!"
Swooooooooooosssssssssssssshhhhhhhhhhh
Lá passou ela, a - conforme comprova a multa recebida depois - 98 km/h.
Nós dois dentro do carro só ficamos assistindo aquela verdadeira passagem do cometa Halley ser registrada pelas câmeras do radar, e ainda tivemos que nos controlar para passarmos, nós, a uma velocidade razoável e não sermos pegos também. E segue viagem. Sim, porque ela NEM PERCEBEEEEEEEU! Não viu. Não percebeu aquela coisinha discreta e mimosa por onde ela passou. Ah, sim: passou a 98 km/hora....
Meu pai, nisso tudo, dormia a sono solto, feito um bebê, no banco do carona, totalmente inocente e unaware dos feitos e fatos ocorridos à sua volta.
Algum tempo depois fizemos um pit stop para banheiro, refri e talz, e na hora em que descemos do carro meu irmão me disse:
- Sai com o pai na frente que eu vou falar com ela...
Ele falou, e o melhor - melhor no sentido de mais engraçado - foi que quando ele perguntou "tu viu o que tu fez????" a resposta, com a cara mais ponto de interrogação possível dela foi "Eeeuu? O que é que eu fiz?"
É óbvio que em nome da santa paz do resto de nossas férias o caso morreu, foi velado e sepultado ali mesmo. Ninguém falou mais naquilo senão meu pai ia surtar. Mas, como aquele dia devia ser parente da Sexta-Feira 13, o momento ressuscitou feito Jason alguns meses depois, quando a multa chegou. Difícil aí foi fazer o meu pai parar de bufar, reclamar e ameaçar processar a Polícia Rodoviária Federal por fraude em multas (já que ele "nunca teria passado àquela velocidade numa lombada eletrônica!!!") pra escutar o que realmente tinha acontecido.
Eu rio toda vez que me lembro da história e meus alunos morreram de rir também. Ela é melhor contada ao vivo, com a interpretação da cara do meu irmão e dos gestos da minha mãe pro tal motorista, mas espero que vocês tenham gostado também. E, principalmente, que tenham dado umas boas risadas, porque neste momento tudo o que mais quero é gente rindo e feliz à minha volta.

Thursday, May 29, 2008

Crime and punishment

Frase da semana (from Pushing Daisies):

"Sometimes the crime of passion is not recognizing the passion in time."
.
No need to comment that, huh? :/

Wednesday, May 28, 2008

Hell freezes over

Alguém dizia (acho que era a Lívia) "prefiro ir para o céu pelo clima e para o inferno pela companhia".

Pois é, caso eu também escolha a segunda opção, creio que vou encontrar um bocado de gente por aquelas bandas, porque o que eu estou intimamente mandando de gente ir para lá nesses últimos tempos é unbelievable... :S

PS: Isso inclui também, até word on the contrary, o Orkinho aí embaixo. :/

Tuesday, May 27, 2008

Defense Of The Antics





Pensamentos recorrentes nos últimos dias:


Tudo o que é bom dura pouco.

Quando a esmola é demais o santo desconfia.

Não se pode elogiar.


É que é assim: quando as coisas parecem que vão indo muito bem, obrigado, o frágil equilíbrio que se estabeleceu em um dia se quebra como que por encanto e tudo vira de cabeça para baixo. Papéis se invertem, polaridades são revertidas e opiniões retornam a um ponto anterior como se sob um comando de "restaurar o sistema" - and, yes, os "informáticos" estão em alta... ;)

E, se a vida tem dessas coisas - pelo menos a MINHA tem :P - é melhor arriscar uma Pose de Druida cool e indiferente ou bancar o Meio Orc Bárbaro Burro do que ficar só assistindo o barco passar lá longe no meio da Lagoa.

Thursday, May 22, 2008

Wishlist


Me dá um beijo desses....? ;)



PS: Ah, sim, ÓBVIO que também quero ver o filme URGENTE. :P


Tuesday, May 20, 2008

Laws of Physics

O Universo parece ter sua maneira unique and peculiar de manter as coisas em relativo equilíbrio no mundinho que gira ao redor do meu umbigo: bem quando estou disappoointed, sad, hopeless e otras cositas más por causa de uma pessoa, acabo passando uma tarde inteira - agradabilíssima, por sinal! - conversando com outra no MSN, e termino o dia com um saldo positivo de vários sorrisos no rosto. :)

Monday, May 19, 2008

Sweet revenge

Há!!! BEM FEITOOOO!!!



Dessa vez quem se estrepou foi ele... :P

Sunday, May 18, 2008

Renata. CSI Renata.



Pois éééé... quem sabe não vou fazer isso aí no futuro? ;)

(Assistam a esse noticiário da BBC, em especial a entrevista com o prof Malcom Coulthard. Ah, sim, o inglês tem que estar afiadinho... :P)

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/7397268.stm

Não é bem na crime scene, mas faz parte. :P
É uma das possibilidades da íngüística - Análise do Discurso (bem a minha área...hehehe...)
PS: Conheci o prof. Coulthard mês passaado quando ele esteve aqui em Pelotas. Um doce de pessoa, simpático que só. Um real gentleman.
************************************************************************************
Em tempo: (pra quem não quer ver o filminho)
O Centro de Lingüística Forense da Universidade de Aston, Birmingham (CLF), reconhecido internacionalmente, é pioneiro nos estudos de Lingüística Forense. Combina pesquisa de ponta e prática investigativa com o ensino em nível de pós-graduação e o treinamento profissional. A pesquisa no CLF trata de todos os aspectos da Lingüística Forense, desde como a polícia e os tribunais podem atuar melhor com intérpretes, até o desenvolvimento e refinamento de métodos para a identificação de autores de textos contestáveis.
FLAIR - Forensic Linguistics Advice, Investigation & Research (Aconselhamento, Investigação e Pesquisa em Lingüística Forense) é a seção consultiva do CFL que oferece, através de seus experientes peritos, um serviço altamente qualificado que inclui análises minuciosas de textos, relatórios, e tambem a apresentação de depoimentos em tribunais. Casos mais recentes trataram de mensagens de telefones celulares, de notas suicidas forjadas e de documentos conspiratórios escritos por terroristas. FLAIR monitora e assegura a qualidade dos relatórios de todos os seus peritos através de análise detalhada de todos os relatorios antes de entregar. Isto não acontece com o/a perito/a que trabalha isoladamente. Oferece ainda botar investigadores em contacto com peritos confiáveis de áreas adjacentes, como, por exemplo, a fonética forense.

Friday, May 16, 2008

Listen to your heart

Tá, eu sei que estou numa fase "comics", mas essa tirinha aí não deu pra resistir:

For Better or For Worse by Lynn Johnston - ©2008 Lynn Johnston Productions, Inc.
Courtesy of GoComics.com

Como a resolução da tirinha não está muito boa, aí vai um recap:


Gerald asks April if she thinks he's crazy to go on tour with Becky's band. She tells Gerald that it's a great idea because Becky IS famous, he's gonna be on stage with all the action, and lights, and screaming kids. Then April adds that he really is a good drummer and he should go for it: do what his heart tells him to do. He thanks her and kisses her, she blushes. He smiles and says, "Your suggestion!"

Sério, às vezes me dá vontade de me fazer de louca como o Gerald aí... ;)

Wednesday, May 14, 2008

Pearl of Wisdom

...e tudo a ver com uma mensagem que recebi ontem a respeito de slowing down ("Não apresse as coisas"):



Ziggy by Tom Wilson & Tom II - - ©2008 Ziggy and Friends, Inc.
Courtesy of GoComics.com

Friday, May 09, 2008

Mama, life has just begun...



Amanhã é Dia das Mães, então já vou deixar aqui o meu carinho para uma série delas que, de uma forma ou de outra, me fizeram ser quem sou hoje. São parentas, mães de amigos(as), de ex-namorados (e de ex-marido :P), algumas avós também, orientadoras e mestras, mulheres incríveis que passaram ou ainda estão na minha vida e que foram minhas mães de algum jeito. Então, lá vai meu beijo

pra mâmi Neli, pra Vó Frida e pra vó Tuta;

pra Tia Preta, pra Vó Lilia, pra Ana, pra Lúcia, e também pra Paula e pra Tia Erna, mães a seu modo;

pra Tia Solange, pra Elisabete, pra Ana Lore e pra Heloísa;

pra vó Rute, pra vó Luiza, pra vó Dalila, pra vó Olga;

pra Tia Rosa, pra Tia Laura, pra tia Neiva;

pra Tia Berê, pra Tia Sônia, pra Dona Jane, pra Eloísa, pra Zeneida, e (por que não?) pra Mara, pra Luci e pra Eninha;

pra Xuxu;

pra Bia;

pra Dicléia e pra Susana.

E pra todas as outras cujo nome não lembrei/lembro (mana Sílvia, algumas nem nós duas juntas íamos lembrar! :P) e outras que nem cheguei a conhecer mas que através de seus(suas) filhos(as) tocaram minha vida em a lgum momento, fica um beijo também, pois apenas por serem MÃES já merecem toda minha admiração. :)